sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

La puemba gira de Mylady

Eu não sei se vocês já prestaram atenção, mas, quando estamos em uma festinha, rola sempre a pista de dança, não é verdade. Bem, eu sou da turma que vai até o chão, sem querer saber de nada. Não é à toa que não bebo. Já é para não correr o risco de cair de pernas pro ar. E, modéstia à parte, levo jeito para o movimento. Nada de ficar zanzando, descoordenada. Acabo por arrastar meia dúzia de três ou quatro comigo, só no swing. Contudo, sigo bandeirante no movimento pois, o que mais se vê é justamente o zigue zague sem coordenação, abalroado pela freneticidade da música: se for do tipo Skank, o movimento mantém uma cadência de umbigadas  e um arrasta pé de má vontade. Porém, se rolar um Celebrare banhado ao maior estilo Dancing Queen, pela mãe do guarda! É um tal de cabeça para um lado, cabelo para o outro, surge logo a duplinha que fez dança de salão e aplica a sabedoria milenar em tudo quanto é música, e torce daqui, torce dali; aquele tio e aquela tia engraçadinhos, que se atrapalham mais que outra coisa enquanto dançam, junta um pé aqui, junta um pé ali, enfim, todos envoltos no véu de "La puemba gira de Mylady"! Só pode ser! no maior estilo cafona. Sotaque, todo mundo tem, agora, falar é que são elas! É uma enganação, um lesco lesco desnecessário. Pagação de mico para o aniversariante na certa. E pior fica quando um decide dar com a cara no chão, volta e meia. Daí, é um tal de tentar ajudar e aumentar o problema que nem sei... Aos menos corajosos, só resta divertir-se com a desgraça alheia. Já aos que se habilitaram, resta a esperança de mostrar toda a ginga no próximo encontro, torcendo para não ser a bola da vez a rolar no salão.

Um comentário:

Átila disse...

Até sei onde você se inspirou pra escrever este post! ahahhahahahahaha