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Na Tenda da Quitanda

Fraldário Bienal Amamentacao UPA Adoção Palhaços
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Fraldário

Agora, sou mãe! Que beleza, que fofo, bababi, bababá. Acontece que nossos pequenos detêm as mesmas necessidades que nós com um agravante: não conseguem conter muitas de suas vontades. Uma delas são suas necessidades fisiológicas. Ah, mas tudo bem! Nós conhecemos fraldas, não?! Pois é, mas, como elas são administradas? Muitas pessoas se quer pensam nisso - eu também não pensava, até me ver diante da necessidade de trocar a fralda do  meu filhote, sem expor a ele ou a qualquer outra pessoa. É uma situação privada, porque é de pequenino que se respeita os seres humanos. Sendo assim, é recomendável um local asseado, tranquilo, com possibilidades até de um bom banho para revitalizar. Afinal de contas, o bom humor de estar na rua precisa ser refeito - são bebês, e bebês, como nós, cansam! Toda essa introdução para trazer à tona uma questão muito séria: o cotidiano de muitas lojas, restaurantes e afins, não comportam a família, o tratamento aos bebês. Dá para se contar nos dedos restaurantes no centro do Rio que receberão muito bem, não só os executivos e a turma do escritório, como sua família. Não há fraldários, cadeiras apropriadas, espaço pro carrinho e por aí segue. E nem adianta dizer que centro da cidade não é lugar de criança. Quem pensa assim de fato não as têm, tão pouco plano de saúde ou ida a hospitais públicos, de onde saem encaminhamentos para os locais mais mirabolantes, ou seja, fatalmente você teria de fazer um 'pit stop' com o pequeno pelo centrão de algum bairro. É como se a presença deles incomodasse. Uma vergonha. O jeito é contar com um bom shopping e rezar que este esteja devidamente equipado e administrado, por que, do contrário, vais encontrar locais imundos, mal assessorados, com pessoas despreparadas e pais muito, mas muito irritados. Sem contar as pobres crianças que nem de longe terão um bem estar. 
Pode parecer piegas, mas precisamos pensar nisso, meus caros. Tudo que fazemos deveria girar em torno da família, em todas as suas concepções. O bem estar de seus componentes. Qualidade de vida em qualquer lugar. E esse lugar deveria ser possivelmente habitável, para todos e qualquer um. Essa mecânica de consumo exacerbado e sem controle, onde idosos e crianças não contam - a não ser para consumo sazonal, ainda vai nos matar ou colocar-nos em um lugar desconfortável: o de seres desinteligentes, usuários de antolhos.






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Bienal do livro 2011

Bem, não podia deixar de prestigiar o evento, mesmo sabendo que corria sério risco de não me "adaptar" à realidade. Dito e feito.
Ter um evento como esse no nosso estado é sempre muito bom. Tudo que incentive a educação, cultura e ambiente sadio é sempre bem vindo, mas não significa que não necessite de revisão, cuidados e adaptações.
A prova disso é a chegada. Como procedi pela internet a preinscrição de professor, deu tudo certo. Não levei nem cinco minutos no processo de conferência de documentação e retirada do crachá.  Ou seja: o que era um caos está melhorando. Apresentações a parte, a confusão imperou. Literalmente. Para fazer parte das atrações, você praticamente teria de sair no "tapa", ou ficar em pé em filas quilométricas. Comprar? Você quer muito. Pagar? Pode se preparar para mais uma maratona de filas. Muito mal gosto. De verdade. Um evento grandioso desses não poderia levar a outra coisa que não fosse sucesso de público, logo, que tal tratarmos esse público com o devido respeito e merecimento? Como se todos nós fôssemos "vips"? Mais "cafés literários" com vários autores e horários alternativos, as leituras dos trechos, por exemplo, organização dos stands por área, como literatura técnica específica, juvenil, infantil, stands de promoções, e por aí segue. Todos visitarão tudo, isso é fato. Mas, de uma maneira melhor conduzida. O duro foi ter visitado a feira toda e não ter encontrado os stands da Oxford, MacMillan ou Longman. Elas não expuseram esse ano. Não entendi o porque. Também senti falta do stand de Ao livro Técnico. Conclusão: minhas expectativas não foram atendidas. Fácil não esquentar a cabeça com a opinião de uma pessoa, mas a verdade é que muita gente não conseguiu atender suas necessidades. Bom, como agora é moda, #ficaadica!
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"Acho que é um alvini, um olvini, sei lá..." e " O viro dos Pirangas"

Ainda na onda das reportagens assistidas, a Dama de Prata mostrou ontem no Fantástico o fim do mistério a cerca do objeto voador não identificado, que intrigava os paulistanos. Perfeito. O autor é quase um Professor Pardal e a engenhoca fez sucesso. Até então, tudo bem. Mas, a força da matéria para mim, meus caros, ficou quando a população foi questionada e, do meio dela surgiu uma pessoa, que, quando questionada sobre o que poderia ser o objeto no céu, disse: "Acho que é um alvini, um olvini, sei lá...". Claro que, como uma mera mortal, achei graça, mas o sorriso foi murchando quando constatei que o autor do novo batismo era um estudante. Um estudante dos seus quinze, dezesseis anos. Calma ai... tensionei. Antes que meu cérebro me pregasse uma peça em defesa do rapaz, do tipo, "é uma palavra estrangeira", constatei que a palavra em questão é o acrônimo, a sigla de Objeto Voador Não Identificado, tradução do nome em inglês. Sendo assim, o que fez esse pobre jovem falar errado? Será o ouvido? Sim... senão total, a audição tem responsabilidade no que tange o nosso reproduzir. Ele disse "alvini/olvini" porque é assim que ele escuta, mas, descartando a opção de "problema de audição", a atenção pode resolver grande parte do problema, junto com o esclarecimento, obviamente. 
Isso me fez lembrar do especial trinta anos do SBT exibido no último sábado, que tratou de seus "reality shows", dentre eles, o "Ídolos" e "Qual é o seu talento". Eles separaram um espaço especial para os que cantavam mal e, sobretudo, para as coisas que eles viram como "bizarrices'. Uma delas foi a quantidade de candidatos que cantaram o Hino Nacional Brasileiro. Que beleza, se não fosse cantado errado. Cada um falou cada coisa, que deu até pena. Que sufoco. Letra enorme e palavras difíceis à parte, é nítido que as pessoas não leem ou só leem a si mesmos. Quem nunca ouviu alguém dizer "soltei do ônibus", em vez de  saltei do ônibus"?; "Cráudia(o), em vez de "Cláudia(o)", mesmo não tendo nenhum comprometimento fonoaudiológico. Não quero, com esse texto, fazer qualquer apologia ao preconceito linguístico, mas eu verdadeiramente acredito que bem articular um idioma, sobretudo o materno, é condição sine qua non para a leitura, a interpretação de textos, conversas, a lida, a vida. É uma ferramenta que move o mundo e começa com coisas simples, como ouvir, questionar, pesquisar, compreender e aplicar. Mas, enquanto isso não acontece, as pessoas mais desprovidas desse ângulo vão servindo de laboratório para programas humorísticos e piadeiros de plantão que, talvez por não saberem ler, só fazem imitar.
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O aleitamento materno, a opressão e outras monstruosidades contra a mulher

Acabei de assistir a uma reportagem que  me fez lembrar o quanto o interesse comercial pode ser perverso. Uma mãe é impedida de amamentar sua filha, logo que retorna da licença maternidade. Como exercia a função de vigilante, ao retornar, perdera seu ponto fixo, ficando à mercê da empresa, trabalhando em outros pontos diferentes do anterior, que era perto de sua casa. Com isso, sua bebê seguia na creche, sem aceitar qualquer outro alimtento e, mesmo sendo chamada diversas vezes na creche por motivo da menina não estar bem, a mãe não obtinha autorização para deixar seu posto e responder ao chamado. Trocando em miúdos, a bebê faleceu quarenta e sete dias depois do retorno de sua mãe ao trabalho. Percebam que a lei rege que é direito da mãe ausentar-se em dois períodos, com duração máxima de uma hora cada, que podem ser previamente combinada entre as partes, para amamentar. Isso não foi respeitado pela empresa. Dessa forma, devido a manipulação de escala, local de trabalho e a não permissão para que a mãe respondesse ao chamado da creche, o juiz entendeu que a mãe sofrera assédio moral com fim específico, que seria ela pedir demissão. A mãe ganhou, em segunda instância, cem mil reais. Triste. Muito triste. Acima de qualquer coisa, direito é direito. Nós sempre acabamos nos responsabilizando, ou seja, quem aí não pensou que a mãe bem que poderia ter pedido demissão, fazendo o jogo da empresa? Mas a questão é: e o seu direito? Poderia ela fazer isso sem gerar prejuízos à sua família? Triste... Alguém imagina o buraco que ficou nessa família por conta de caprichos de terceiros? Essas e outras atrocidades acontencem contra a mulher, que é assediada de diversas maneiras a todo momento. Essa mãe teve a sorte de ter tido a justiça a seu favor mas, e as outras? E ainda assim, acredito que ela abriria mão de qualquer idenização se pudesse ter sua bebê de volta.
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"Qual desses namorados vocês escolheria?"

Não quero bancar a chata, nem posar de mundo politicamente correto. Acontece que, numa época onde é preciso prestar bastante atenção no que dizemos e fazemos, a fim de evitar que nossas atitudes cause qualquer mal estar ou constrangimento ao outro, foi de péssimo tom e gosto o comercial de uma nova marca de internet banda larga no Rio, onde compara dois homens extremamente diferentes. Se a intensão foi ser engraçado, não sei você, mas eu não vi graça nenhuma. Assim como ele comparou um homem alto, atlético com um de estatura mediana e calvo, ela compararia qualquer outro, inclusive eu ou você. E para que? Para vender a banda larga, para iludir que só o bonito tem vez, bonito esse que depende diretamente do ponto de vista de cada um... Uma atitude duvidosa. Já vai começar assim?
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A falta de respeito é tamanha

Direitos, preconceitos, deveres e obrigações, e ninguém se mexe para fazer valer a dignidade do ser humano nas suas necessidades básicas. Vou começar pela a assistência à saúde, pois é nela que estou agarrada no presente momento. Meus caros líderes acabam com praças para construir UPAS e Clínicas da Família, mas tudo para 'inglês ver'. A família não tem vez no que tange ao atendimento. Você já precisou da UPA? Já acompanohu alguém? Que estória é essa de acompanhante não acompanhar? Ainda se houvesse um lugar onde você pudesse ficar aguardando notícias do seu familiar ou amigo que você socorreu, em segurança e confortável, talvez a bronca seria menor, mas, você fica 'no tempo'. Isso mesmo! Faça chuva ou faça sol, de dia, de noite, área de histórico violento ou não, não importa. A impressão é que você não é bem vindo - como se você quisesse estar lá, do fundo do coração. Você fica jogado, do lado de fora, e se bobear, até adoece! e Mírian Rios brigando pelo direito de despedir empregado, caso ele seja homossexual! Como assim? Cadê os princípios básicos, dos mais básicos: saúde, educação e seguranca? Voltando à UPA, a porta do local chega a ficar trancada, a fim de evitar que você "dê uma de doido", e faça valer seus direitos. Que lugar é esse, onde pagamos os impostos e somos tratados de qualquer maneira? Se te assaltarem na entrada, ninguém vai fazer nada porque segurança, só na parte do pátio onde ficam os carros dos funcionários e por onde as ambulâncias passam. E vamos continuar assim?
Eu fiquei tão consternada que postei do celular, da porta do local, com medo de ser surpreendida por qualquer um, comendo letras e acentos. Mas não podia deixar passar o mal estar e o constrangimento que é ter de usar um serviço desses. Um serviço que tem tudo pra dar certo, que tem de dar certo. Então, por que não dá? Por que não há respeito? Onde está o erro?
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